Planejador Financeiro ou Planejador Patrimonial? O que sou?  O Tiro no pé

Por: Fefo - Luis fernando Marcondes - 23/10/2019

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O tiro no pé

Em vez de ler, que tal ouvir o artigo? Experimente no player abaixo:Como disse em no primeiro e-mail, minha principal meta era implementar o meu Business plan, que sempre foi:

➧ Trabalhar para o cliente e não para o produto

➧ Sem conflito de interesse

➧ Algo além do que só investimento e rentabilidade

➧ Foco na preservação do poder de compra e construção de patrimônio familiar

➧ Cuidar do cliente com uma visão ampla do patrimônio e de longo prazo

➧ Investimentos

➧ Política de gastos (orçamento, fluxo de caixa)

➧ Imobilizado (uso e renda)

➧ Societário

➧ Familiar:

➞ Sucessão

➞ Segurança

➞ Previdência

Bom, seguindo o planejado, comecei fazendo o que eu mais dominava, ou seja, cuidar de investimentos e atender os clientes de uma forma personalizada.

Depois de alguns anos, tudo estava correndo conforme o previsto, tinha mais de 100 clientes, com mais de R$ 300 milhões de AUM, acessando veículos e ativos diferenciados e prestando um serviço de alocação de investimentos personalizado.

No decorrer deste período muitos fundos fecharam para captação e novos foram lançados, novas emissões de ativos foram feitas, alguns fundos até deixam de existir e, com isso, para conseguir manter a exposição, risco, liquidez e retorno esperado similar em cada classe de ativo para todas os clientes, tive que manter cada uma das carteiras composta por diversos ativos diferentes uma da outra, mas, nada fora do esperado.

Com o auxílio do sistema eu conseguia ter uma visão consolidada da composição, exposição e risco tanto do todo quanto de cada carteira individual. Essa visão me permitia analisar a peculiaridade de cada um e prestar um serviço personalizado, gerenciando com eficiência.

Isto me fazia acreditar que estava tudo bem e me colocou em uma posição confortável.

Durante muitos anos, eu “surfei esta onda”  do mercado, mas sabia que a “onda”  não duraria muito tempo, no meu subconsciente, eu queria mais.

Com isto, comecei a exigir do sistema respostas para diferentes aspectos do patrimônio, demandando outras informações, mas o sistema não atendia. No fundo, eu queria implementar, sem perceber, os outros pontos do meu plano inicial que tinham ficado esquecidos devido ao fato de ter me acomodado.

Assim, o sistema começou a falhar e, como teoricamente o sistema não falha, tive que procurar o erro e o erro estava no meu processo. Foi então que percebi uma coisa, o sistema resolvia apenas um ponto do meu plano inicial, a ALOCAÇÃO DE INVESTIMENTOS PERSONALIZADA, afinal de contas, isso era um dos pontos pelo qual ele havia sido desenvolvido, certo?

Então, passei a desenvolver as minhas planilhas, me aprofundar no backoffice, e criar meu primeiro sistema, batizado ironicamente como PAF - Planilha que o Anderson Fez (Anderson foi um funcionário meu, um amigo, que começou a criar controles paralelos com base nas minhas necessidades).

O aparecimento de perguntas mal respondidas e a necessidade de fazer controles paralelos foram um sinal de que eu precisava rever meu business plan.

Sempre busquei ter uma visão da perspectiva futura do mercado, e essa busca, me fez perceber que não podia ficar parado, tinha que inovar para atingir minhas metas. O que me fez pensar a fundo onde o meu business plan poderia estava errado.

A imersão no backoffice que fui obrigado a fazer me fez enxergar que o problema não estava no meu plano inicial e sim na implementação deste,  junto com o posicionamento que tive perante o mercado.

O fato de ter permanecido na minha zona de conforto fazendo gestão de investimentos, acabou por me tomar muito tempo e energia devido às demandas operacionais para controlar as alocações, o risco e analisar as tendências de mercado, o que acabou não me permitindo focar no que era realmente mais importante, na implementação do restante do meu plano inicial, que era fazer planejamento patrimonial.

Ter ficado na minha zona de conforto, na realidade, deu certo por alguns anos, mas no final do dia, foi um tiro no pé.

Foi aí que comecei a aprimorar os processos e a criar as planilhas do FEFO - reinventei o que fazia e voltei aos estudos.

Mas aí, é outra história, que vou contar no nosso próximo e-mail.

Até a próxima

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