Como prevenir bugs em software de gestão de investimentos

Por: Davi Couto - 18/07/2019

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Muitas pessoas imaginam que basta realizar testes adequados para evitar que ocorram bugs em um software de gestão de investimentos. Na verdade, a qualidade não está no teste, pois ele simplesmente atesta se ela existe ou não.

Tentar lidar com bugs é caro, ineficiente e muitas vezes contraproducente - visto que não traz qualidade e garantias. Entretanto, ao analisar a natureza dos erros mais comuns, é possível fazer a gestão de riscos adotando medidas preventivas e mais efetivas. Desta forma, é possível reduzir o custo de testes, retrabalho e desgastes de imagem!

Quais os principais bugs que ocorrem em um software de gestão de investimentos?

Conheça, abaixo, os erros considerados mais comuns e como lidar com eles para que o seu trabalho não fique comprometido!

1. Defeito de implementação

Neste tipo de erro, a especificação foi feita corretamente, mas alguma falha ocorreu no momento da implementação. Bugs desse tipo ocorrem quando analistas, por mais experientes e capacitados que sejam, geram defeitos em funcionalidades de uma aplicação quando estão implementando novas features.

Estima-se que apenas 20% dos bugs ocorrem nessa etapa no processo. Apesar de se tratar de um índice mediano e passível de ser reduzido, ele demonstra que, com frequência, o investimento em qualidade está sendo feito no lugar errado.

A melhor forma de detectar este erro é realizando testes regressivos. Eles podem ser executados manualmente ou automatizados - como é o caso dos testes feitos nas aplicações da plataforma Atlas.

2. Delimitação de escopo

Trata-se de um erro que ocorre no software de gestão de investimentos quando são realizadas alterações frequentes no escopo durante a execução do processo de desenvolvimento. Em média, ele ocorre somente em 15% dos casos, mas é responsável por uma parcela muito mais significativa nas alterações de custo e prazo.

Apesar de representar estragos significativos no processo de entrega e merecer a atenção de gestores focados em gestão de riscos, este não está entre os bugs que representam a maior fonte de erros.

3. Erros de comunicação e expectativas divergentes

Erros no processo de especificação técnico-funcional representam 65% dos bugs detectados nos processos de homologação. Este percentual pode subir ainda mais quando a informação analisada deixa de ser o erro em si e passa a ser o valor que teve que ser investido na correção. Neste caso, o índice sobe para próximo de 80% da despesa com retrabalhos.

Esse tipo de bug pode ocorrer quando os usuários:

  • Não conseguem sistematizar suas necessidades;
  • Não compreendem o output do que estão demandando;
  • Não conseguem determinar com clareza o output.

Ou seja: o usuário solicita ou aprova algo errado devido à falta de conhecimento.

Como evitar que ocorram bugs?

Uma forma de mitigar tais erros é adotar o desenvolvimento focado em testes (Testing Driven Development - TDD), cujas especificações possuem um caráter “executável”. Nele, é permitido estabelecer e delimitar critérios de aceitação que podem ser melhor avaliados pelos usuários finais e pactuados entre as partes.

Neste formato, o desenvolvimento será voltado para atender os resultados definidos antecipadamente, oferecendo benefícios como:

  1. Simplificação no processo de codificação;
  2. Antecipação de erros;
  3. Redução de retrabalhos;
  4. Minimização das frustrações durante o processo de entrega.

É por essas e outras vantagens que o TDD tem sido o principal foco de investimento da equipe de Quality Assurance da BRITech.

Sobre o autor:

Davi Couto

Davi Couto juntou-se à BRITech com a meta de implementar novas tecnologias na área de I.A., Quality Assurance e DevOps. Graduado pela Faculdade de Informática e Administração Paulista (FIAP) em sistemas, possui larga experiência em educação à distância, treinamento virtual e automação de testes.

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