Como escolher um Sistema de Gestão de Carteira (SGC)

Por: Luiz Gasparelo - 24/07/2019

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Construir uma infraestrutura escalável, capaz de atrair investidores institucionais e órgãos reguladores, é um dos principais desafios das empresas que realizam a gestão de carteira de investimentos.

Para garantir a eficiência operacional, estão sendo desenvolvidas novas tecnologias específicas para o mercado de administração de recursos de terceiros. É aí que entra o Sistema de Gestão de Carteira (SGC). Quando bem escolhido, pode simplificar processos e análises, tornando-as ainda mais aprimoradas!

Porém, escolher um novo SGC não é tarefa fácil. Há diversas ofertas disponíveis e cada software para gestão de investimentos possui seu próprio conjunto de funcionalidades e recursos.

Passo a passo para escolher um novo Sistema de Gestão de Carteira (SGC)

Logo, como identificar qual o melhor SGC? Por onde começar a pesquisa e quais as características devem ser levadas em consideração? Confira a seguir!

Peça indicações

O primeiro passo para encontrar a melhor solução para a gestão de carteira de investimentos é pesquisar, perguntar e pedir indicações. Além dos consultores buy-side independentes, que fornecerão informações valiosas sobre a indústria, alguns dos melhores feedbacks virão da sua própria rede de informações. Inclusive, quando a sua pesquisa estiver reduzida a uma ou duas tecnologias, é possível pedir aos provedores do serviço referências entre seus clientes atuais.

Procure por flexibilidade

Existe sempre uma curva de aprendizado envolvida no uso de um novo software para gestão de investimentos. Entretanto, é preciso se questionar: até que ponto você pode adaptar o novo sistema à realidade da sua empresa?

Ao longo do processo de pesquisa, você encontrará uma série de interfaces novas e diferentes. Dê um passo adiante e explore as opções personalizadas que são oferecidas. Avalie situações como:

  1. Se é possível ou não personalizar, salvar e compartilhar suas próprias visualizações de portfólio;
  2. Quão fácil é adicionar novos critérios ou criar seus próprios;
  3. Se o software permite construir e executar análises feitas sob medida, que rapidamente permitem a visualização de seu portfólio em múltiplos ângulos.

Estas questões devem ser analisadas, pois poderão garantir se o futuro SGC atenderá às necessidades específicas, atuais e futuras do negócio. Lembre-se: agilidade e flexibilidade são fatores-chave para a longevidade de uma empresa. Portanto, devem estar presentes no processo de gestão de carteira de investimentos.

Identifique o melhor ajuste

Se você conversar com um piloto profissional, ele possivelmente afirmará que de nada adianta ter o melhor motor se ele não se encaixa perfeitamente com o chassi. Esta mesma lógica vale para o Sistema de Gestão de Carteira (SGC).

Durante o processo de diligência, é fundamental entender como o software se encaixa dentro da configuração atual. Para ajudar nesse entendimento, pergunte-se:

  • Quais são os seus diferencias de conectividade com as contrapartes existentes (sistemas internos, corretoras, custodiantes e administradores)?
  • É possível adaptar o acesso ao sistema de acordo com o perfil do usuário? Por exemplo: um gerente de risco pode aprovar uma negociação bloqueada e é possível liberar a um estagiário somente o direito de leitura?
  • O SGC pode se conectar facilmente a suas interfaces de negociação já existentes?

É importante evitar barreiras técnicas e tarefas que consomem tempo e energia. Além disso, é o software para gestão de investimentos que deve se adaptar ao ambiente existente - e não o contrário!

Otimize sua área de operações

Um ponto que surge frequentemente em conversas com gestores de fundo é a necessidade de habilitar a equipe operacional para que ela se concentre em tarefas de alto valor - ao invés de consumir tempo.

A BRITech construiu um serviço de back office terceirizado aos clientes, que também funciona como um “test lab” interno.

No caso, a BRITech foi a primeira cliente do seu próprio SGC, chamado de Altas, pois a equipe é treinada em software e negócios. Isto permitiu que fossem desenvolvidos módulos operacionais no Atlas que cobrem todo o ciclo operacional, mantendo a empresa sempre atualizada com os requisitos de mercado.

Escolha o time certo

Os provedores de serviços devem ser vistos como uma extensão da sua equipe - e não como uma entidade que simplesmente comercializa um produto! É importante quantificar o nível de suporte e treinamento recebido assim que o software para gestão de investimentos for selecionado.

Avalie as seguintes situações:

  1. Antecedentes da equipe;
  2. Quão bem informados eles são em relação às estratégias e produtos que você negocia nos seus fundos;
  3. O tempo de resposta que é aceito pelo seu negócio.

Além disso, confira se o suporte é oferecido online, por telefone ou presencial. Quanto mais canais de relacionamento, mais fácil suas dúvidas e solicitações serão sanadas!

Fique atento aos custos

Como qualquer software, um SGC terá um patamar de custo. Logo, é essencial considerar como ele evoluirá com seu plano de crescimento.

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